Assine

Uso profissional de redes sociais exige cautela de médicos-veterinários

Procurador jurídico do CRMV/MG pontua o senso ético como primordial

O limite no uso das redes sociais pelos profissionais é algo que vem sendo amplamente discutido nos últimos tempos. As plataformas são ótimas ferramentas de divulgação, mas podem ser um caminho dúbio se o profissional não estiver atento e não for cauteloso quanto ao seu uso.

O efeito das ações no mundo virtual é potencializado pela exposição. Ao tratar do tema, o procurador-chefe da procuradoria jurídica do Conselho Regional de Mecina Veterinária de Minas Gerais (CRMV/MG), José Geraldo Garcia faz um comparativo com uma obra clássica intitulada como “Psicologia das Multidões”, do psicólogo Gustave Le Bom. O profissional exemplifica a relação: “os sentimentos, bons e maus, manifestados pela multidão, apresentam dupla característica de serem muito simples e muito exagerados. Sob esse aspecto, como tantos outros, o indivíduo em multidão aproxima-se dos seres primitivos”.

redes_sociais
A Cães&Gatos também já tratou do tema trazendo
dicas para os profissionais utilizarem
as redes sociais. Confira! (Foto: reprodução)

“Com certeza, não imaginava o eminente psicólogo que sua antiga opinião poderia se encaixar perfeitamente à realidade da internet e das redes sociais”, ressalta Garcia. Pensando nestas questões, especialistas tem discutido no meio jurídico o uso dessas ferramentas, tratando de temas como fake news, direito de resposta na internet e as consequências dos bate-papos de pessoas que se interagem no meio e os reflexos de seus “ataques” a terceiros.

Um exemplo citado pelo procurador jurídico foi de um recente caso ocorrido em um grupo de Whatsapp, onde a conduta de um advogado foi contestada por um dos participantes. Ao ser levado à justiça o usuário foi incumbido de pagar uma indenização ao profissional. A alegação do judiciário foi de que “a divulgação desenfreada de mensagens atinja um número incontável de pessoas.” E que “a ofensa foi feita em uma discussão no grupo com 24 pessoas.” A juíza também ressaltou o alcance como um fator agravante para estas situações.

“Evitem, portanto, sérios transtornos. Reflitam e não se deixem dominar pela emoção nos seus comentários nas redes sociais, pois, na mesma rapidez das notícias veiculadas, podem surgir sérias e rápidas reações, com graves consequências. Sejam cautelosos”, recomenda Garcia.

Fonte: CRMV/MG, adaptado pela equipe Cães&Gatos.

Seja o primeiro a comentar
Seu comentário foi enviado. Aguarde aprovação.
Erro ao enviar o comentário. Por favor, preencha o captcha e tente novamente.