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Polícia Rodoviária prende traficantes de animais selvagens em São Paulo

Mais de 380 bichos foram apreendidos com sinais de maus-tratos

Cerca de 384 animais silvestres, entre pássaros, iguanas e jabutis no sábado (4) foram apreendidos pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). O flagrante foi feito dia 05 de julho, na rodovia Fernão Dias, no trecho de Vargem (SP).

Os pássaros estavam em gaiolas, dentro de uma carroceria, onde também estavam os jabutis e iguanas. A Polícia Ambiental também atuou na ocorrência e multou ele e mais dois homens em R$ 4,7 milhões ao todo.

Segundo a PRF, as aves foram trazidas da Bahia e seriam vendidas em feiras em São Paulo. Um homem que dirigia o carro confessou que era caçador e que tinha capturado os animais. Em maio ele foi detido na Bahia pelo mesmo crime. Ele foi indiciado novamente por tráfico de animais e maus-tratos.

Segundo a Polícia Ambiental, dois homens que estavam com ele também estão envolvidos e foram indiciados por formação de quadrilha. Ao todo foram apreendidos: 3 Pássaros Pretos, 90 currupiões, 52 galos de campina, 59 azulões, 34 coleirinhos, 4 canários da terra, 41 tico-tico, 12 periquitos tuim, 2 iguanas e 61 filhotes de Jabutis, além de 26 aves silvestres mortas. Todos tinham sinais de maus-tratos, estavam em abrigos inadequados, sem nenhuma higiene, sem alimentação e água.

Ele foi levado para a delegacia de Bragança Paulista onde foi preso e ficou à disposição da justiça. Os animais vivos serão levados para a associação mata ciliar de Jundiaí (SP).

A Associação Mata Ciliar de Jundiaí (SP) alerta que as aves precisam voltar ao seu habitat natural. De acordo com a médica-veterinária Cristina Harumi, das 355 aves silvestres resgatadas, 93 morreram e as sobreviventes precisam voltar para o nordeste. "A ideia é repatriá-los de volta à Bahia. São animais acostumados a um clima mais quente, vieram da caatinga. Não vão suportar o nosso clima, as aves não estão adaptadas", explica.

Ainda de acordo com Cristina, por conta do clima frio, as aves precisam de adaptação realizada por aquecedor e umidificador. "Eles precisam se recuperar um pouco para depois enfrentarem a viagem de volta, que será de avião. Aqui está muito frio e eles estão fracos por todo o estresse que passaram na viagem clandestina. Estamos mantendo os animais entre 28 e 30°", conta.

Cristina explica que, para transportar as aves até a Bahia, será realizada uma campanha de arrecadação pelas redes sociais da Associação Mata Ciliar. "Já entramos em contato com o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) de Vitória da Conquista (BA) e eles aceitaram receber as aves para soltá-las posteriormente", finaliza.

Fonte: G1 Sorocaba e Jundiaí, adaptado pela equipe Cães&Gatos VET FOOD.

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