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Pesquisa prévia é essencial para quem deseja adotar animal exótico

Especialista pontua que conhecimento colabora na expectativa de vida do pet

Lagartos, cobras, aves exóticas e até roedores estão na lista de animais de estimação que exigem cuidados especiais. Muitos tutores optam por terem este tipo de pet ao invés de cães e gatos, mas o cuidado precisa ser redobrado.

Ter o animal exótico como de companhia exige do tutor muita pesquisa prévia, fator que irá contribuir não só para a escolha da espécie que mais se adequa a sua rotina, mas, também, para a expectativa de vida do pet.

“É preciso ter conhecimento a respeito do manejo alimentar e também ambiental. Não adianta a pessoa querer ter um animal 'diferente' se ela não sabe o que ele come, o ambiente onde vive. Tudo isso precisa ser levado em conta, precisa ser pesquisado", recomenda a médica-veterinária e mestre em Animais Silvestres e Patologia Clínica, Laís Lucas Fernandes.

Outro fator importante é a legalidade da adoção, já que muitos dos animais exóticos exigem uma documentação que comprove sua origem. O procedimento correto deve seguir as normas impostas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), do contrário a posse ser considerada crime ambiental.

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Por não serem acostumadas com a presença humana,
veterinária ressalta a importância das tutoras
estipular os limites de cada animal (Foto: reprodução)

Cuidados. As espécies exóticas possuem características muito individuais e por isso podem necessitar de tratos diferentes. Por isso, Fernandes ressalta a importância da pesquisa prévia. Após a adoção, caso o animal apresente alguma mudança que preocupe o tutor é necessário levar ao médico-veterinário. No entanto, um especialista pode chegar em um diagnóstico mais preciso.

E para perceber os sinais que o animal demonstra quando não está se sentindo bem, é preciso conhecê-lo bem. Porém, a relação de algumas espécies com seres humanos é um pouco mais lenta e complicada.

“São espécies muito diferentes, muito distintas. Por isso, é preciso de um profissional especializado para que essa individualidade seja tratada da maneira correta. Quase tudo é diferente. As doses dos medicamentos, a forma e administração desses medicamentos e também a fisiologia de cada espécie”, explica a especialista.

No caso do tutor não ter conhecimento de um especialista próximo o ideal é levar até um profissional para que preste o atendimento inicial e caso necessário seja encaminhado a uma clínica especifica para silvestres.

Fonte: G1, adaptado pela equipe Cães&Gatos.

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