Assine

Veterinários alertam sobre cuidados necessários durante a primavera

Alergias respiratórias e intoxicações são comuns nesse período do ano

A primavera é uma época de pouca chuva e baixa umidade relativa do ar, com isso ficar de olha na saúde do pet é muito importante. 

Para o médico-veterinário Professor Doutor Carlos Augusto Donini, presidente da Comissão Técnica de Políticas Públicas do CRMV-SP, a estação é período de reprodução e farta alimentação para a maioria das espécies, contudo, as interações humanas têm determinado circunstâncias deteriorantes do equilíbrio ambiental. "Poluição do ar, concentração populacional, desmatamento, redução de áreas verdes e uso ampliado de inseticidas geram efeitos perceptíveis nas reações orgânicas e patológicas que se apresentam cada vez mais extensas”, enfatiza.

De acordo com Donini, nesse cenário surgem as alergias respiratórias, que, quando associadas à baixa umidade, favorecem as infecções, onde os felinos são mais suscetíveis. Temperaturas médias elevadas sem chuvas permitem e determinam que micro-organismos patogênicos se multipliquem nos alimentos e nos depósitos de água mal manipulados e higienizados, por exemplo.

Outro agravante da estação, é a alta incidência de pulgas, pernilongos e carrapatos, responsáveis pela transmissão de vários tipos de doenças.

 A médica-veterinária da Comissão Técnica de Clínicos de Pequenos Animais do CRMV-SP, Carolina Saraiva Filippos, destaca que durante a primavera, cães e gatos costumam sair mais e, consequentemente, podem sofrer de alergia ao pólen e intoxicação por ingestão de adubo ou plantas tóxicas, comuns em parques e jardins, como azaleia e bico-de-papagaio. O contato com insetos também deve ser evitado.

Com tudo o que foi citado e para que os tutores não desamparem seus companheiros, os especialistas fazem algumas indicações: manter o conforto térmico e respiratório com ambientes frescos e arejados; reduzir do uso de produtos concentrados e perfumados, assim como o uso de panos e tapetes; água fresca e renovada sempre em disposição; não deixar alimentos expostos por mais de duas horas; manter o controle de insetos e parasitas; impedir que o animal frequente espaços com gramas ou matos com mais de 10 cm de altura; inspeciona-los entres os dedos, pescoço, virilha e cauda ao retornar de passeios e viagens; evitar qualquer contato com plantas tóxicas e estar sempre em comunicação com um médico-veterinário.

Fonte: CRMV-SP, adaptado pela equipe Cães&Gatos VET FOOD.

Seja o primeiro a comentar
Seu comentário foi enviado. Aguarde aprovação.
Erro ao enviar o comentário. Por favor, preencha o captcha e tente novamente.