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Veterinária aponta como identificar dor nos animais de companhia

É preciso identificar sinais por motivo de trauma ou processos crônicos

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil tem, hoje, mais de 50 milhões de cães e 22 milhões de gatos de estimação. Metade dos tutores desses animais consideram seus pets como membros da família e cuidam com atenção para que eles tenham vida longa e com qualidade. No entanto, uma das preocupações dos proprietários com os pets é identificar quando os animais estão sentindo dor. 

Segundo a médica-veterinária coordenadora Técnica especialista da Boehringer Ingelheim Saúde Animal, Karin Botteon, é preciso estar atento a sinais sutis de comportamento, tais como apatia e perda de apetite; inatividade e/ou intolerância a exercícios; relutância ou dificuldade para caminhar, subir escadas, pular; falta de interesse em brincar/passear;

distúrbios de eliminação, ou seja, defecar ou urinar em lugares inadequados; mudança nos hábitos de higiene (no caso dos gatos, que param de se lamber/limpar). 

As dores agudas, segundo ela, decorrentes de um trauma, por exemplo, geralmente são fáceis de identificar porque os tutores estão atentos e esperando alterações diante do ocorrido: os animais, geralmente, vocalizam, lambem o local acometido e demonstram algum incômodo. “No entanto, em processos crônicos, como no caso de uma doença articular degenerativa (que envolve as articulações), a manifestação é muito mais comportamental, sendo necessário se atentar àquelas alterações. Desse modo, é fundamental observá-los e conhecê-los bem”, afirma a especialista. 

O tratamento da dor, geralmente, é multimodal, ou seja, pode demandar o uso de medicações, terapias de suporte, como acupuntura e fisioterapia, e, também, o manejo do ambiente no qual vive o animal, como explicado por Karin. “As medicações mais utilizadas para o controle da dor são os analgésicos e os anti-inflamatórios, que serão prescritos de acordo com a necessidade de cada paciente e do seu estado de saúde. É importante reforçar que devemos sempre consultar o médico-veterinário ao menor sinal de mudança comportamental, e não medicar o pet sem prescrição médica”, completa. 

Fonte: AI, adaptado pela equipe Cães&Gatos VET FOOD.

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