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Saúde mental foi o tema mais debatido durante o Senemev

Também teve o lançamento do III Ciclo de Acreditação da Medicina Veterinária

No primeiro dia (06/05) do XXIV Seminário de Educação da Medicina Veterinária (Senemev), os 117 participantes acompanharam, de olhos vidrados, as palestras e debates sobre saúde mental e o trabalho do médico-veterinário. No final da manhã, puderam participar do debate enviando perguntas e, na parte da tarde, interagiram sobre o conhecimento adquirido e suas impressões em oficinas. O encontro ocorreu no Centro Universitário de Brasília (UniCeub), na capital federal. 

Na abertura, o presidente do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV, Brasília/DF), Francisco Cavalcanti de Almeida, e o presidente da Comissão Nacional de Educação da Medicina Veterinária (CNEMV/CFMV), Rafael Gianella Mondadori, lançaram o edital do III Ciclo de Acreditação da Medicina Veterinária. As inscrições vão até o dia 04 de julho. “Temos que fazer uma política de melhoria do ensino, ao lado das faculdades, do MEC. O edital de acreditação é parte disso. Nossa bandeira é a melhoria do ensino da Medicina Veterinária”, afirmou Cavalcanti. 

“Saúde mental e trabalho” e “Síndrome de burnout” foram os temas das palestras do psicólogo Cloves Amorim. Ele abordou fatores de risco para o desenvolvimento da psicopatologia do trabalho, isto é, do sofrimento psíquico causado pela atividade laboral. Sobre burnout, remontou ao histórico da doença, um processo crônico de estresse composto por exaustão emocional, despersonalização e diminuição da realização pessoal. Também listou sintomas, dentre os quais fadiga, distúrbios do sono e dores diversas. “Nos anos 1960, circulava uma frase no País que dizia: ‘o professor no Brasil é como vela, enquanto ilumina se consome’. Olha só que desgraça!”, contou, em um dos vários momentos em que arrancou risadas da plateia, como contraponto à dureza dos temas abordados. 

A psicóloga Cláudia Menagatti, por sua vez, apresentou as palestras “Estresse laboral” e “Suicídio”. Ela explanou como cada pessoa lida com situações "estressoras" e de que forma a doença se constrói no organismo. “Não ter tempo para se cuidar, almoçar e dormir cai bem socialmente. E isso propaga a ideia de que quanto mais estresse, melhor”, pontuou. 

Em relação ao suicídio, ela enfatizou a importância da escuta, de acolher e orientar quem necessita de ajuda. “Toda a possibilidade de prevenção não pode passar apenas pelos profissionais de saúde. Quanto mais uma sociedade estiver preparada para ouvir, mais teremos condições de prevenção. Quando a pessoa te procura é em um momento de profunda angústia, em que consegue romper o silêncio e vê em você alguém de confiança”, declarou. 

Fonte: CFMV, adaptado pela equipe Cães&Gatos VET FOOD.

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