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Queda de grandes alturas podem ser menos perigosas aos gatos

Felino que cai do 6º andar pode ter lesões menores do que o que cai do 1º

Correria para lá, pulos e escaladas para cá. Os gatos são especialistas em flexibilidade, principalmente quando o assunto é ficar nas alturas. Quem nunca viu gato no telhado, em cima dos móveis ou escalando uma árvore? 

A médica-veterinária especialista em felinos, Amanda Lacerda, explica que essa relação intimista entre os pets e a altura tem a ver com um mecanismo natural dos gatos. “Quando eles estão no alto, eles têm uma visão de tudo, se sentem mais seguros. Faz parte do bem-estar felino”, afirma. 

Um gato que apareceu na comunidade de Facela, zona rural de Montes Claros entende bastante de segurança. Ainda sem nome, ele foi adotado pelo Matson Malveira há dois meses. Com medo dos cães, se instalou na árvore e não saiu mais. “Os cachorros sempre o acuavam. Daí ele subia na árvore e tinha medo de descer. Para ajudar, instalamos uma estrutura no local, com a vasilha de água e comida, além da caixinha de areia”, comenta. 

Síndrome do gato paraquedista. Junto ao instinto de ficar em lugares altos, o gato desenvolve um mecanismo de amortecimento de quedas: a síndrome do gato paraquedista. O termo diz respeito ao fato de alguns animais sofrerem tombos e dependendo da altura, não terem lesões. Amanda diz que a chance de um gato se machucar caindo do primeiro andar é maior que a de alturas medianas. “O gato que cai de uma altura do sexto andar, por exemplo, tem a possibilidade de ter lesões menores que um que cai do primeiro andar. Isso acontece porque ele tem mais tempo de ativar o mecanismo de planagem. Anatomicamente o gato tem uma pele bem elástica, ela abre para poder adquirir posição, faz como se fosse paraquedas e cai em pé”, diz. 

Apesar da habilidade, os especialistas alertam que, em alguns casos, a queda também pode ser perigosa ao felino. Eugênio Teixeira da Costa é proprietário de uma clínica veterinária da cidade e diz que os casos de queda são bastante frequentes. Ele chega a atender de três a cinco gatos por mês. “É certo que os felinos têm uma flexibilidade maior que o cachorro. Mas não podemos esquecer que eles podem sofrer lesões. O gato é escalador, vai subir no muro mesmo, mas ele consegue se adaptar. Um erro de algumas pessoas é o de cortar as unhas porque eles arranham os móveis. Isso faz com que o animal perca a proteção e fique mais propício a cair sem as garras. Por isso, é importante comprar arranhadores e colocar telas em janelas, por exemplo”, aconselha. 

Entre as principais recomendações, os especialistas alertam que os tutores evitem deixar os animais em locais sem proteção, utilizem grades ou telas em janelas para evitar acidentes, mas, se houver um incidente, o primeiro passo é levar o animal até um veterinário com emergência. 

Fonte: G1, adaptado pela equipe Cães&Gatos VET FOOD.

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