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Coronavírus que acomete pets está ligado à coprofagia

Vertente que atinge cães e gatos não é transmitida aos tutores

Após a Organização Mundial da Saúde (OMS) decretar sinal de alerta, onde mais de 10 países confirmaram casos de coronavírus em humanos, muitas dúvidas têm surgido em meio popular, entre os tutores de pets também. Os animais de companhia podem ser acometidos?

De acordo com a bióloga, mestre em psicologia, com foco o comportamento animal e pós-graduada em jornalismo, Luiza Cervenka de Assis, sim, porém, não da maneira que imaginamos, explicou ela em sua coluna para o Estadão.

Primeiramente, a bióloga explica que a cepa de vírus que atinge aos animais de companhia pertence a outra vertente e não é transmissível aos humanos. “Quando falamos em coronavírus, pensamos que é apenas um tipo de vírus, mas na verdade, existem diversos, como o causador de doenças como a SARS ou a MERS”, informou na publicação.

Para ela, chamar um vírus de coronavírus é dizer apenas o sobrenome, como Souza, e para entender a história de vida de um indivíduo dessa família é necessário saber o nome completo, como no caso do coronavírus canino (CCoV), que segundo estudos feitos na cidade de São Paulo, demonstraram uma alta ocorrência em cães com diarreia.

Em comparação a vertente que tem acometido humanos, causando infecções respiratórias, os principais sintomas do CCoV são diarreia e o vômito, que se não tratados, pode levar o animal a um quadro de desidratação e consequentemente óbito.

Segundo a bióloga, a contaminação acontece por meio oro-fecal, quando o animal lambe, come ou tem contato através da boca com fezes de um cão contaminado. Após um período de incubação de 24-36 horas, o cachorro pode apresentar os sintomas. “O que vai definir se o cão ficará doente ou não é o sistema imunológico. Cães filhotes, por exemplo, estão mais susceptíveis a contraírem a doença, já cães saudáveis, não estressados e bem nutridos têm menor chance de apresentar os sintomas”, afirmou. Luiza ainda alerta que mesmo cães vacinados podem apresentar a doença, ligada diretamente a um ambiente sujo e com acúmulo de fezes.

“De tempo em tempo, há um surto desse tipo de doença. Principalmente em locais com grande concentração de animais, como abrigos e canis. Mas não é exclusivo do Brasil. O CCoV está distribuído mundialmente na população canina”, explica ao decorrer do texto.

Em gatos também existem dois tipos de coronavírus (FCoV): o FECV e o FIPV, que também não são transmissíveis aos seres humanos. O vírus nestes animais também ataca o intestino, levando o gato a um quadro de diarreia, vômito, falta de apetite e desidratação e é adquirido da mesma maneira.

Como afirma o texto, o FCoV se desenvolve principalmente em gatos com baixa imunidade, como filhotes, gatos idosos, gatos com FIV (vírus da imunodeficiência felina) e/ou também FELV (Vírus da leucemia felina) e possui forte capacidade de mutação, podendo se tornar uma peritonite infeciosa felina (PIF). 

Fonte: Estadão, adaptado pela equipe Cães&Gatos VET FOOD. 

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