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Cidades pequenas: pontos positivos e negativos para os veterinários

Profissionais afirmam que há desafios e vantagens em fugir dos grandes centros

Quando o graduando de Medicina Veterinária está prestes a formar, a ideia de ir direto ao sucesso, muitas vezes, passa por sua cabeça. Por conta disso, as cidades grandes são, por vezes, as escolhas dos recém-formados, que acreditam serem os locais com mais oportunidades para início de uma carreira de êxito. 

Mas, diferente das outras profissões, na Medicina Veterinária, além dessa questão, algo a mais é colocado em cheque: cidades menores têm a estrutura necessária para que o profissional possa realizar seu trabalho? Ao mesmo tempo, há a preocupação de levar essa profissão para locais onde tutores enfrentam a falta de médicos-veterinários. Na hora de colocar na balança, o que mais pesa? 

Morando em uma cidade com pouco mais de 30 mil habitantes, a médica-veterinária, especializada em Dermatologia, Bárbara Röpke Cavagnoli, comenta que nasceu em Flores da Cunha, no Rio Grande do Sul, se graduou em Passo Fundo (RS), estagiou em cidades grandes – Porto Alegre (RS) e São Paulo (SP) -, mas voltou à cidade natal após formada. “Eu gosto muito de atuar aqui. Trabalho em uma empresa familiar. Meu pai é médico-veterinário aposentado, mas continua a clinicar. E minha mãe cuida do financeiro da empresa”, comenta. 

O principal ponto positivo, segundo ela, é a proximidade com as pessoas. “Conhecemos a maioria das pessoas que entra na clínica. Assim, conseguimos ter uma relação mais íntima com o cliente”, diz. Em contrapartida, a principal desvantagem é ter uma concorrência que ela chama de desleal. “Oferecem serviços a preços muito mais baixos que em capitais ou cidades maiores e, muitas vezes, as pessoas não valorizam o trabalho local. Existe uma tendência de valorizar os serviços e comércio dos grandes centros”, lamenta.

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Fonte: Redação Cães&Gatos VET FOOD. 

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