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CFMV visa regulamentar serviços de auxiliar veterinário

Resolução ainda determina que cursos tenham carga horária específica

O Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV, Brasília/DF) publicará duas resoluções amanhã (12/03) com a finalidade de regulamentar a profissão e os cursos de auxiliares de veterinário, delimitando a atuação desses profissionais, que estão restritos a exercer atividade de apoio, assistência e acompanhamento do trabalho do médico-veterinário. Com a medida, o CFMV quer minimizar os riscos à sociedade e reduzir eventuais processos éticos-disciplinares. 

O auxiliar veterinário, profissional próximo ao que é um técnico de enfermagem na Medicina Humana, é uma das formações e cargos que mais crescem no Brasil nessa área. Isso por conta da grande quantidade de clínicas e hospitais e o desenvolvimento do mercado, que visualizam nesse profissional um aliado para dar apoio e rapidez ao atendimento.  

No entanto, sem a regulamentação, a formação dos auxiliares estava sendo alvo de críticas, porque muitas escolas, segundo o CFMV, vinham oferecendo cursos sem base técnica específica ou sem veterinário responsável. “É uma oportunidade de regulamentar os cursos e as atividades, trazendo para a legalidade e qualificando a formação profissional de quem apoia o serviço do veterinário”, diz o presidente do CFMV, Francisco Cavalcanti de Almeida. 

Será facultativo à entidade promotora do curso requerer o cadastro perante o Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV), mas a nova resolução exige que os conteúdos sejam ministrados por médico-veterinário, devidamente registrado nos conselhos regionais, tenha um responsável técnico (RT) e que a carga horária mínima seja de 120 horas para os conteúdos em sistema de ensino presencial. 

O texto determina, ainda, treinamento prático, supervisionado por veterinários, com carga mínima de 80 horas. Somente os auxiliares egressos dos cursos cadastrados poderão se inscrever no CRMV e ter carteira de profissional. Os auxiliares que se registrarem, assim como os veterinários, estão sujeitos à responsabilização ético-disciplinar, bem como respondem civil, administrativa e criminalmente no exercício da profissão. 

Para o veterinário diretor do Hospital Veterinário Santa Inês (São Paulo/SP), Eduardo Pacheco, a decisão é de grande importância. “O auxiliar consegue adiantar processos e melhorar a qualidade de atuação do veterinário. A resolução melhora a qualidade técnica desses profissionais, reduzindo cursos que não tinham condições de atuar no mercado”, afirma. 

Fonte: Estadão, adaptado pela equipe Cães&Gatos VET FOOD.

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