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Casa do Gato oferece a experiência de ser felino por um dia

Além das atividades sensoriais, cada visitante ajuda na doação de alimentos

Cláudia Guimarães, da redação

claudia@ciasullieditores.com.br

com colaboração de Catarina Mosquete

Te convido a um exercício mental: feche os olhos e preste atenção em cada som, cheiro e texturas dos objetos e pessoas a sua volta. Percebe como, quando focamos em algo, tudo fica mais nítido e perceptível? Um experimento parecido é oferecido pela Casa do Gato, promovida pela Royal Canin, em São Paulo (SP), durante os dias 06, 07, 08, 14 e 15 de setembro. A diferença é que lá, suas experiências sensoriais serão as mesmas dos gatos: você vai sentir o que ele sente.

A equipe da C&G VF foi convidada para o lançamento do local e conferiu cada uma das oito salas que te transformam em gata(o) por um dia. Na estação de visão, o visitante assistirá um vídeo em realidade virtual com dados sobre a visão do gato, sua capacidade de saltar até cinco vezes o seu tamanho corporal e o funcionamento do seu bigode como facilitador para a sua agilidade e senso de localização. No vídeo, a pessoa, enquanto pet, pode caminhar pela casa, utilizar a caixinha de areia, brincar com bolinha e pular nos móveis.

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Na estação de visão, o visitante assistirá um vídeo em
realidade virtual com dados sobre a visão do gato
(Foto: C&G VF)

Já no circuito do paladar, o público poderá conhecer como os gatos se sentem atraídos pelos alimentos, por meio da percepção de diferentes texturas, tamanhos e formatos. Na experiência, são servidos petiscos com diferentes tipos de textura e sabor, enquanto a equipe Royal Canin orienta a experimentá-los com os olhos fechados para focar a atenção na experiência.

A casa também conta com um quarto de tato, onde os catlovers podem experimentar um arranhador gigante, utilizando uma luva que imita o toque do animal. A audição da espécie pode ser explorada por meio de fones de ouvido que reproduzem como os bichanos percebem os sons na cidade e no campo. Nesta estação, é possível perceber que os animais focam sua atenção a um determinado som por vez, o que explica os recorrentes sustos que eles levam em casa, quando um objeto cai, por exemplo. Isso acontece porque ele pode estar prestando atenção nos carros da rua ou em outro barulho específico.

Sensibilidade felina. A Royal Canin realizou uma pesquisa com mais de 600 tutores de felinos brasileiros e descobriu que muitos deles adiam a ida ao veterinário, por conta do estresse enfrentado pelo animal a cada saída. A gerente de Marketing da empresa, Glaucia Penteado Gigli, comentou que espaços com pessoas e sons diferentes são muito ruins para a saúde dos felinos, porque eles demoram um pouco a demonstrar sintomas quando a saúde não está indo bem, o que resulta em diagnósticos tardios das enfermidades. “Com base nisso, nos resultados, essa pesquisa tem uma série de outras informações. Por isso, a Royal Canin lançou mundialmente a campanha ‘Saúde é única para cada gato – Meu Gato no Vet’. O objetivo da ação é incentivar que os tutores levem os gatos ao veterinário, além de passar informações e conhecimento sobre o comportamento dos felinos, as necessidades de saúde e bem-estar, porque temos como missão fazer os pets mais saudáveis, em um mundo melhor para eles”, declarou.

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Fones de ouvido reproduzem como os bichanos percebem
os sons na cidade e no campo (Foto: C&G VF)

Como reforçado pela executiva, a Casa do Gato é uma experiência aberta ao público, onde as pessoas podem desvendar o universo felino. “Além das estações de sensações, ao final da casa, temos a van do ‘Meu Gato no Vet’, que estará aqui durante esses dois finais de semana e, depois que o local for encerrado, ficará itinerante por alguns bairros de São Paulo”, revelou. Nessa van, há equipes de veterinários parceiros da empresa, orientando as pessoas sobre como levar o animal à clínica e qual a importância disso. “Também falarão sobre sobrepeso, porque a obesidade em felinos é uma coisa muito séria e os tutores acreditam que o gato obeso é fofo e não é! Isso leva a uma série de doenças”, destacou.

Outra coisa bem interessante da ação é que há um contador que registra cada pessoa que passar pela Casa do Gato e pela van. Com isso, a Royal Canin vai arrecadar alimentação para gatos. “Cada pessoa que passar por aqui, alimentará um felino por uma semana. Faremos essa doação para ONG’s parceiras. Além disso, quem passar pela casa e se interessar em adotar um gato, poderá escolher na exposição de fotos dos pets. Aos interessados, daremos um ‘match’ perfeito entre tutor e gato. Está sendo uma experiência muito bacana”, descreveu.

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No circuito do paladar, o público pode conhecer
como os gatos se sentem atraídos pelos alimentos
(Foto: C&G VF)

Visão de especialista. O médico-veterinário especialista em Medicina Felina, Archivaldo Reche Junior, conhecido carinhosamente como Valdo, esteve presente na inauguração da casa e afirmou que, sem dúvida nenhuma, esse incentivo que a Royal Canin dá à Medicina Veterinária é único e muito importante aos clínicos. “Sou formado há 32 anos e, há 27, atendo exclusivamente gatos, apesar do meu médico me proibir de chegar perto, porque sou alérgico a eles”, brincou.

Valdo compartilhou que, há 20 anos, o número de gatos que chegavam ao consultório era bem pequeno. “Hoje, um cliente demora, mais ou menos, um mês para conseguir um horário na minha agenda. Isso significa que a procura pelo auxílio do médico-veterinário é muito maior do que foi antigamente, mas, ainda assim, é pequena”, observou.

Segundo ele, o Brasil está na rota do que acontece no mundo inteiro: o gato vai superar o cão como animal de estimação. “Visibilizamos que, nos próximos 10 anos, aqui no Brasil, o gato já tenha ultrapassado o cão”, aponta. Com isso, na visão de Valdo, é função dos médicos-veterinários, que trabalham exclusivamente com essa espécie, tentar mostrar aos tutores que a visita à clínica pode ser algo não terrível, como eles normalmente pensam. “Recebo, muitas vezes, proprietários no consultório, que não levam seus gatos. Eles marcam horário de consulta, pagam por ela, porque querem conversar sobre o que acham que está acontecendo com o animal, mas não querem tirar o gato do território”, narrou.

Esses tutores, conforme explicado pelo especialista, acreditam que é um estresse muito grande para o pet. “Temos que mostrar que é importante a avaliação física presencial do paciente. Uma conversa pode solucionar alguns problemas, mas, talvez, outros eu não consiga identificar sem ver o animal. Daí a importância de ter um estabelecimento preparado para receber o gato. O tutor fica mais confiante”, avaliou.

O profissional mencionou que hoje, os especialistas incentivam os clínicos a tornar o ambiente hospitalar ou da clínica mais apropriado para receber esse tutor. “Percebemos que o proprietário de gato é muito mais exigente do que o de cão. Ele vai cobrar muito mais do veterinário e este deve estar preparado para isso. A Royal Canin tem nos incentivado muito nessa busca por trazer esses proprietários ao consultório. É uma tendência mundial e temos que incentivar, por aqui, para que aconteça também”, finalizou.

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