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Acupuntura é mais eficaz em animais do que em humanos, diz especialista

Tratamentos são indicados em diversas patologias para grandes e pets

A prática da acupuntura em animais pode parecer mais complexa e de difícil análise dos resultados, em relação aos humanos, mas o tratamento, segundo especialistas, pode ser mais eficaz.

Ao contrário do que se pode imaginar, a técnica milenar sempre foi utilizada em animais. A médica-veterinária, Camila Oliveira Rocha, é formada pela Universidade de Uberaba e buscou sua especialização na área da acupuntura e homeopatia, hoje atua também com fisioterapia e ozonioterapia e relata, que até mesmo, antes de Cristo, a técnica já era empregada em animais.

“A técnica era utilizada antes de Cristo em cavalos nas grandes batalhas na China. Depois de vários anos iniciou o uso em pequenos animais e em meados de 1974 foi fundada a sociedade internacional de acupuntura veterinária na Europa, chegando ao Brasil somente nos anos 70”, relata Camila.

A semelhança com o tratamento realizado em humanos é grande, inclusive, o material, o que diferencia, segundo a especialista, é a anatomia dos pontos da acupuntura e o tamanho das agulhas para cada animal. As particularidades também se dão em relação ao porte. A profissional, que trabalha com grandes e pets, acredita que a acupuntura em equinos é mais fácil pela forma de contenção, posição de pontos e aceitação do tratamento pelo animal.

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Procura é mais intensa para tratamento de problemas
neurológicos e ortopédicos (Foto: reprodução)

O tratamento, segundo a médica-veterinária, possui uma eficácia maior nos animais, do que nos humanos. “Eles têm um metabolismo mais rápido que os humanos e não tem a presença de pensamento negativo fazendo o tratamento energético ficar comprometido ou demorado, como vemos em alguns humanos”, explica Camila.

Em números, a profissional pontua que é difícil estimar a eficácia. “A técnica costuma ter resultados maravilhosos em idades e enfermidades diferentes, em média de 90% dos animais tratados melhoram suas condições com o início das sessões, parece milagroso, mas a diferença está em cada caso para traçar o melhor tempo de tratamento”, ressalta.

A técnica é indicada em diversas patologias, como ortopédicas, neurológicas, dermatológicas, psicológicas, renais, hematológicas, endócrinas ou geriatria em geral. Entretanto, a profissional salienta que a procura é maior nos casos de problemas neurológicos e ortopédicos. “Normalmente, os tutores procuram tratamento quando o animal apresenta dor, não importa qual seja, mas eles demonstram com mudanças de hábitos, expressões faciais de tristeza ou até mesmo mudanças alimentares”, completa Camila.

Fonte: Jornal de Uberaba, adaptado pela equipe Cães&Gatos.

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