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Especialista comenta as melhoras oferecidas por cães terapeutas

Crianças autistas podem melhorar comportamento e interação social

O suporte terapêutico com cães tem sido um grande aliado para crianças e jovens autistas. Há mais de 25 anos trabalhando com o assunto, o zooterapeuta, especialista em adestramento e comportamento canino, Adoniran Thomaz, ressalta que os benefícios abrangem melhora na comunicação, socialização, coordenação motora, concentração e desenvolvimento geral, contribuindo diretamente para a qualidade de vida do paciente e da família. 

No dia a dia, o cão adestrado para a finalidade terapêutica oferece companhia e conforto para os autistas contribuindo, inclusive, para reduzir crises nervosas. "O cão terapeuta é treinado para fornecer carinho e conforto para as pessoas que necessitam de companhia além de ajudarem nos exercícios psicomotores em terapias com profissionais", explica Thomaz, que é conhecido como Dino Adestrador. 

São vários os estudos que comprovam os benefícios da companhia canina e, também, das vantagens do apoio de um animal em terapias. De acordo com Dino, os benefícios não se restringem a um tipo de paciente ou limitação. 

Especificamente para os cães treinados para acompanharem autistas, ele explica que, além dos comandos normais, eles precisam aprender a agir tranquilamente em casos de crise, só latirem quando dado o comando e suportarem um toque, às vezes, mais fortes, entre outras especificações. "Para as famílias que pensam em ter um cão terapeuta em casa é importante avaliar se ele se encaixa no cotidiano, pois, além de ração e água, eles necessitam de cuidados como passeios, banhos regulares e educação", destaca. 

Se a família já tem um cão em casa, Dino aconselha a "tornar" este animal um terapeuta. "Caso a família já tenha um pet, ele é o terapeuta ideal já que tanto o animal quanto a família já estão acostumados um com o outro. Basta a família ser criativa e buscar ajuda de um profissional para inseri-lo em tarefas e exercícios com a criança autista", explica o adestrador. 

Ana Flavia Spinelli, mãe do Fabrício - de 17 anos e diagnosticado aos 11 com grau moderado no TEA com comprometimento cognitivo e de fala – conta que viu aumentar as crises do filho em 2016 por conta de rejeições a medicamentos. "Foram inúmeras crises de ansiedade e episódios de agressividade. Foi quando descobrimos os benefícios de ter um cão terapeuta e procuramos a ajuda necessária. A presença da Lessi, uma Golden Retriever, foi um divisor de águas. O Fabrício teve melhoras na interação social, nas crises de auto agressão, no aspecto cognitivo e na fala. Isso sem contar a melhoria no âmbito emocional. Não só ele mas, nós como família, sentimos os benefícios", conta. 

Fonte: AI, adaptado pela equipe Cães&Gatos VET FOOD.

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