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Cuidado com a saúde dos gatos começa com a observação da rotina

Mudanças comportamentais podem ser indicadores de que algo não está bem

 

Identificar-se com algum problema de saúde, muitas vezes, não é fácil. Diversas enfermidades não apresentam grandes sintomas e o que despertará atenção serão algumas mudanças do corpo e, para isso, é preciso atenção. Se o nosso corpo em algum momento fala, o dos animais não poderia ser diferente e, a fim de evitar diagnósticos tardios, profissionais salientam as mudanças de comportamento como maiores indicadores.

É fundamental que os tutores saibam as características do animal e conheçam seus hábitos. Quem possui gatos sabe: a rotina distingue bastante dos cães e todo esse cuidado é o que garantirá um estado de saúde melhor ao felino. Os profissionais apontam alterações no apetite e no peso, sede acentuada e xixis mais frequentes como as pistas mais comuns.

A identificação dessas mudanças pode auxiliar, inclusive, o tratamento, até nos casos em que a doença não tem cura. Como a FeLV, que é transmitida pelo contato entre os gatos por meio da lambedura, a doença afeta o sistema imunológico do animal, que fica fragilizado e suscetível a infecções secundárias.

“Fico muito atenta a qualquer mudança no comportamento dele e a sinais de queda na imunidade. A ração também é da melhor qualidade”, conta a universitária, Mariana Diniz Maciel, que mantém o hábito de observar a rotina de Logan, de 1 ano e 9 meses. Em março de 2017, o animal foi diagnosticado como portador do vírus da leucemia felina.

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Identificação precoce das mudanças podem
garantir melhores resultados aos
tratamentos (Foto: reprodução)

Problemas frequentes. Outro importante indicador de que o gato possa desenvolver doenças é o sobrepeso. Uma das enfermidades desencadeadas por esse fator é o diabetes, a dica é priorizar a utilização de rações de qualidade. As doenças renais, como a Doença Renal Crônica (DRC), também costumam ser comuns e os sinais para identificação são sutis. Um deles é o aumento da ingestão de água e da produção de xixi.

A médica-veterinária e coordenadora técnica da Boehringer Ingelheim Saúde Animal, Karin Botteon, explica que a DRC, atinge os rins que vão perdendo a capacidade de filtragem, levando ao acúmulo de compostos químicos no organismo. Um dos principais fatores que levam à instalação do quadro é a hidratação deficiente.

Embora a doença não tenha cura, o tratamento iniciado precocemente pode assegurar boa qualidade de vida ao animal doente. Quanto mais cedo o problema renal for descoberto, maior é também a expectativa de vida do paciente.  Para estimular a ingestão de água, a médica-veterinária, Priscila Malta Jácome, aconselha aumentar o número de bebedouros disponíveis, diversificar o tamanho dos vasilhames, optando, sempre que possível, por materiais como louça, vidro e plástico, além de manter a água sempre fresca. 

A doença também pode afetar o apetite do animal. A médica-veterinária e especialista em gatos, Fabiana Torres, indica aos tutores a oferta de alimentos pastosos e muito líquido para os animais desde pequenos. “É preciso derrubar o mito de que sachê engorda e de que deve ser oferecido só como petisco. Gatos precisam consumir alimentos úmidos diariamente desde pequenos”, alerta.

Fonte: Hoje em Dia,adaptado pela equipe Cães&Gatos.

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