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CRMV-SP frisa importância da guarda responsável de cães e gatos

Pensar antes de adotar um pet diminui chances de abandono

Há um ano, o Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMV-SP, São Paulo/SP) lançava a campanha "Quando a gente gosta é claro que a gente cuida", com o objetivo de chamar atenção da sociedade sobre os problemas decorrentes do abandono de cães e gatos e a importância da guarda responsável. 

A iniciativa teve uma grande repercussão, impactando milhões de pessoas por meio de ações educativas e de conscientização. No entanto, o cuidado com os animais requer uma atenção constante, especialmente nesta época de férias, quando os tutores ficam mais propensos a abandonar seu cão ou gato de estimação para poder viajar. 

A médica-veterinária e presidente da Comissão de Médicos-Veterinários de ONGs do CRMV-SP, Vania de Fátima Plaza Nunes, diz que a guarda responsável começa antes mesmo de se ter um animal. Para ela, o tutor deve estar consciente que, em caso de mudança, doença, alteração da condição financeira ou qualquer outro problema, individual ou familiar, o animal obrigatoriamente continuará fazendo parte da família e em nenhum momento poderá ou deverá ser negligenciado em sua guarda e cuidados. 

Outros fatores que levam ao abandono, são mencionados pela profissional. O comportamento é um deles. “Os animais têm temperamento e vontades próprias. É o tutor quem precisa aprender a lidar com possíveis desvios de comportamento”, sinaliza. A gestação também pode ser motivo desse ato, já que, segundo ela, muitas fêmeas são abandonadas grávidas ou logo que os filhotes nascem, causando um transtorno ainda maior, já que os filhotes são mais sensíveis e necessitam de mais cuidados. “Idade avançada também é outro fator. Mesmo após conviverem com seus donos durante boa parte de suas vidas, muitos cães e gatos são abandonados quando ficam mais velhos”, destaca. E, por fim, doenças e falta de condições de tratamento levam alguns tutores a abandonar os animais.  

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É importante todos os membros da família estarem de
acordo com a adoção do pet (Foto: reprodução)

Consequências. Quando um animal doméstico é abandonado, além do sofrimento psicológico provocado pela ausência do dono e pela falta de abrigo, fica vulnerável a uma série de doenças, brigas com outros animais, maus-tratos e acidentes. Outro problema muito comum é a subnutrição, ocasionada pela falta de uma alimentação adequada.   

Mas o comprometimento da saúde e do bem-estar do animal não é a única consequência do abandono, como frisa Vania. “Quando os animais estão sem cuidados, há uma ameaça à saúde humana e ambiental. O desamparo aumenta a proliferação de zoonoses”, salienta. Vale lembrar que, além de se tratar de um problema de saúde pública, o abandono de animais caracteriza crime, previsto na Lei de Crimes Ambientais (Lei Federal n°. 9.605 de 1998). Há, também, leis municipais que estabelecem multa entre outras penalidades para quem abandonar ou maltratar um animal. 

Tutores são os responsáveis. A partir do momento que alguém adota ou compra um animal, essa pessoa está assumindo um compromisso de longo prazo. De acordo com a Vania, a guarda responsável consiste em uma série de princípios necessários para garantir a segurança e o bem-estar do pet por toda sua vida. 

Sendo assim, a guarda responsável envolve planejamento e o conhecimento prévio das exigências para manter o pet saudável e feliz. Por isso, alguns questionamentos devem serem feitos antes de adotar um animal doméstico como: todos na família estão de acordo com a presença do animal? O animal terá onde ou com quem ficar quando o tutor for viajar? O animal terá um espaço adequado para dormir e brincar? O tutor terá tempo para fazer passeios e dar a atenção diária que o animal requer? Haverá condições de levar o animal regularmente ao veterinário? “Decisões precipitadas ou por impulso, muitas vezes, podem levar ao abandono”, conclui. 

Fonte: CRMV-SP, adaptado pela equipe Cães&Gatos VET FOOD.

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